Depoimentos

Depoimento Mussa Calil Neto
Sobrinho do fundador Nenê Daher, ainda garoto de 4 anos, Mussa já vivia os preparativos e a realização das primeiras Festas.

Em 1975, foi admitido como Independente, na gestão de Virgílio de Ávila Lima, assumindo a direção do Desfile Típico que acontecia no centro da cidade, sempre na manhã do último domingo da Festa, com grupos folclóricos, carros alegóricos, carros de boi, carroções, troles, charretes e comitivas de peões que rumavam para o Recinto para participar da Queima do Alho.

Em 1983, foi eleito presidente e surpreendeu a todos, mandando escrever na porteira dos bretos que a Festa daquele ano seria a última na cidade, e que – dentro de um ano – a gleba de cerrado de 40 alqueires adquirida pelo Clube, seria transformada no Parque do Peão.

Neste ano, criou e realizou o Primeiro Encontro de Fundadores, arrebanhando companheiros espalhados pelo Brasil afora, em célebre reunião no Comitiva´s Bar, com depoimentos e debates embasadores de uma história que passou a ser escrita, documentada e mais valorizada, que proporcionou, no ano seguinte, 1984, durante a sua administração, a criação do Museu do Peão de Boiadeiro.

Em 1985, superando toda a incredulidade barretense, Mussa comandava a primeira Festa em casa própria, implantada conforme projeto de Oscar Niemeyer.

Em seus mandatos, surgiram atrações da Festa que evoluíram e emplacaram, como: a Festa do Peãozinho, inicialmente sob a lona de um circo alugado e, hoje, transformada no Parque do Peãozinho; a Violeira Rose Abrão, que já revelou nomes como Rio Negro e Solimões e hoje constitui mais um patrimônio imaterial barretense.

Durante suas gestões, começou a ser montado o imenso e valioso acervo hoje existente de artes ilustrativas da Festa, assinadas pelos mais renomados artistas plásticos, como: Aldemir Martins, Tomie Ohtake, Manabu Mahbe, Claudio Tozzi, Hans Donner, Oscar Niemeyer, Ziraldo, etc.

Em 1989, retribuindo o companheirismo de João Paulo Nogueira na implantação do Parque, contribuiu decisivamente para a inauguração do Estádio Polivalente de Rodeios, construído em 81 dias.

Nos últimos anos, Mussa Calil Neto vem atendendo às convocações das diretorias para estabelecer ou nutrir os mais importantes relacionamentos do Clube com as esferas políticas e administrativas.

“O que falam Sobre o Mussa”
Depoimento Henrique Prata

Mussa é o louco que dá certo. É uma liderança popular. Meu companheiro na Comissão de Construção do Hospital de Câncer. Sempre me ajudou em tudo que envolvo em favor dos pobres e nunca me cobrou nem a gasolina do seu carro.

- Henrique Prata, Diretor do Hospital do Câncer de Barretos

Depoimento Luiz Inácio Lula da Silva

O Mussa é um companheiro de longa data, que já provou ser raçudo na hora certa, e bom gestor dos empreendimentos que sempre trouxe com fartura de detalhes ao nosso conhecimento, ganhando o nosso aval para estimular na região de Barretos o desenvolvimento sustentado, com prioridade para o social, o que tem sido a marca do nosso trabalho para todo o Brasil. Imitando o Obama, eu poderia dizer para o pessoal de Barretos, que o Mussa sim que é o cara!...

- Luiz Inácio Lula da Silva, Ex-Presidente da República

Depoimento Johnny Saad

Quando implantamos o sinal da TV Bandeirantes em Barretos, no ano de 1984, tive o privilégio de conhecer um barretense que é a mais legítima tradução do dinamismo, da visão de futuro e do coração imenso, que são traços representativos do melhor sangue árabe, miscigenado com a pureza do interior brasileiro, onde são cultivados os alimentos e as melhores tradições culturais, para saciar a alma das metrópoles multirraciais. Barretos está de parabéns por ter um filho da terra tão autêntico e produtivo como o meu amigo Mussa.

- Johnny Saad, Diretor Presidente do Sistema Bandeirantes de Rádio e Televisão

Depoimento Arnaldo Jabor

Mussa Calil é a alma pública do Rodeio e da Festa. Com uma solicitude leve, revela os mistérios do mundo dos rodeios.

- Arnaldo Jabor, Jornalista, Folha de São Paulo/Estado de São Paulo e Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão

Depoimento Maria Abadia

De vez em quando temos que ter um louco em nosso meio. Mussinha, seu arrojo, seu desejo valeu. Você vai ficar na história não só dos Independentes, mas também de Barretos.

- Maria Abadia, Colunista social do Jornal Diário de Barretos

Depoimento Marcelo Murta

Temos a certeza que, Mussa mostrou na prática um trabalho efetivo para a comunidade. Além de ser um sujeito que acredita nos seu taco, tem fé, é simples, prático, exerga o futuro, é dinâmico, tem coragem, é persistente, ousado, criativo, patriota e trabalhador. Mas sua maior virtude é ser louco por Barretos. Vocês que o digam.

- Marcelo Murta, Escritor, compositor e publicitário

Depoimento João Monteiro de Barros Filho

Porque Mussinha, segundo alguns, é um louco. Louco, é quem perdeu a razão; alienado; doido; demente. Louco é estar fora de si; contrário à razão, ou ao bom senso; insensato. Ser louco, é ser dominado por paixão intensa. Pode-se ser louco de amor por alguém, ou por uma causa. Quando anunciou que mudaria a Festa, que se realizava no Recinto Paulo de Lima Corrêa, para o Parque do Peão, o Mussinha, para muitos, portou-se de maneira pouco sensata, inconveniente, esquisito, excêntrico. Verdadeira loucura. Houve, também, quem o considerasse imprudente, imoderado, temerário. O moço estava louco. O Mussinha um dia sonhou com o Parque do Peão. Entre sonho e a indagação, veio a loucura, determinação que é fora do comum. A mudança deu certo, os melhoramentos no Parque do Peão têm acontecido paulatinamente. O Parque do Peão foi a grande paixão da sua vida, até conhecer sua esposa Maria Aparecida e suas filhas Maria Clara e Maria Vitória.

- João Monteiro de Barros Filho, Escritor, jornalista e diretor executivo da Rede Vida de Televisão

Depoimento Elias Couto

Quem sou eu para contestar Charles Chaplin que atribuiu aos loucos as grandes metamorfoses da humanidade? Mudar a Festa da cidade para um terreno que pagava INCRA foi uma loucura ‘juscelinokubitschekista’. Propor um mausoléu para o Touro Bandido foi uma loucura que virou gozação. Em 85 – quando a Festa saia de 2,5 alqueires para um Parque de 40, Mussa disse que este logo ficaria pequeno e o pessoal deu risada. Em 2010, já está com 80 alqueires, e todo mundo diz que ele tinha razão. Mas tem mais loucura na parada: Mussa garante que o Parque ainda precisa chegar aos 600 alqueires para se tornar uma Disney Caipira. O Mussa realmente é um louco varrido... de amor por Barretos. Graças a Deus.

- Elias Couto, Jornalista, escritor, membro fundador da Acadêmia Barretense de Cultura

Depoimento José Simão

E eu ainda tô de jetlag de Barretos! Confuso horário da Festa do Peão! Não dava pro Mussa Calil ter construído o estádio mais perto? Em Araraquara, por exemplo? E que tal a Marginal Tietê? E não é Barretos que é longe, eu é que sou urbano. Chamo berrante de trombone e quando a coruja pia eu penso que é guarda noturno! E sobre as orgias lá na Festa do Peão é tudo verdade? É, eu nunca trepei tanto. Em banquinho! Pra tirar foto montado em touro! Rarará! E eu achei Barretos tão longe que quase paro pra dormir na melhor cidade do interior paulista: Retorno! Que cidade maravilhosa! Adorei tudo! Mas precisavam me botar pra dormir num convento! Se minhas leitoras sabem disso minha reputação tá arruinada! Eu mordo, mas não relincho!

- José Simão, Colunista da Folha de São Paulo

Depoimento Dr. Matinas Suzuki

O Mussinha, afilhado, amigão e companheiro de todas as horas, boas e más, deveria ser bustificado em bronze na Praça Nove de Julho, para lembrar aos pósteros, a mudança higiênica da Festa do Peão de Boiadeiro para o Parque, então apenas um cerradão; hoje, grandioso e imponente recinto da maior festa do Brasil, o Parque ‘Mussa Calil Neto, se Deus quiser’. O Mussa, um árabe grandão e coração de menino, é um homem sem ódio no coração.

- Dr. Matinas Suzuki, Médico, escritor e presidente da Acadêmia Barretense de Cultura

Depoimento Luiz Carlos Fabrini

Mussa Calil peitou as dificuldades. Derrubou obstáculos com inteligência e coragem. Enfrentou os cépticos. Despachou os agourentos que previam o fim da festa no novo Parque. Mussa comeu poeira, derrubou cerca, mergulhou seu ideal nas águas da fé e levou a Festa para a área quase inóspita de 40 alqueires. Em meio a tanta grandeza da Festa do Peão é justo, hoje, reverenciar o esforço de Mussa Calil Neto, o presidente que teve peito para mudar a Festa de lugar. Hoje, com certeza, é justo chamar o Mussa de Mussa Coragem, um personagem que fez história na Festa do Peão.

- Luiz Carlos Fabrini, Escritor, apresentador e jornalista da Rede Vida de Televisão

Depoimento Omar Thomé

A sua permanência na presidência do Clube Os Independentes em 1985, numa época bem difícil, você mudou a Festa para o Parque. Não fora sua fibra, talvez, o cometimento estaria comprometido. Seu espírito de luta fê-lo pegar o boi a unha e dar conta do recado. Muitas vezes você foi até chamado de louco, mas hoje você já faz parte da história de Barretos. Aprendi a ver em você, Mussinha, um exemplo de destemor para enfrentar as causas mais árduas.

- Omar Thomé, Ex-Vereador da Câmara Municipal de Barretos

Depoimento Paulo Flosi

Um louco? Um homem de visão? Um predestinado? Um moço de coragem? Sei lá. Mussinha, presidente de Os Independentes, é um pouco de tudo isso, exatamente porque conseguiu tirar a Festa do Peão do acanhado Recinto Paulo de Lima Corrêa e levá-la para a Fazenda Independente, com 42 alqueires, onde já está implantado o novo Parque do Peão. Não resta a menor dúvida, foi um ato de muita coragem. Agora, não há mais retrocesso. A ordem é erguer a cabeça, olhar para a frente e caminhar em busca do futuro.

- Paulo Flosi, Poeta e jornalista

Depoimento Paulo César Froner (PC)

Mussa tua ousadia em desafiar o impossível foi a alavanca que mudou o eixo da história do Clube. O resto: garra, guerra e luta, foi a somatória que resultou na maior das tuas proezas: A transferência da Festa para o Parque. Sempre admirei a ovelha negra. Aquela que, descontente com o marasmo do redil, salta as barreiras do conformismo convencional e vai à busca de novos horizontes; descendo vales; escalando montanhas; enfrentando duras pedras; escaldantes desertos e frias matas: Sempre à busca de um sonhado Horizonte Maior. Nos seus olhos Mussinha, sempre brilhará a luz que a diferencia das demais (que sempre irão se contentar com a mesmice da mera sobrevivência): Nunca ousaram sonhar; simplesmente dormiram. Você, no decorrer da magia da vida, revelou que tudo que você fez, não foi motivado pela efêmera chama da vaidade, e sim pelo concreto amor ao Clube Os Independentes.

- Paulo César Froner (PC), Paisagista do Parque do Peão