Arena do meio ambiente
Saúde e bons tratos aos animais levados à sério
A Festa do Peão de Barretos e todos os eventos realizados por Os Independentes possuem o compromisso ético com o bem estar do animal. Desde 2008 é mantido no Parque do Peão o Centro de Estudo do Comportamento Animal, o ECOA.
Coordenado pelo Prof. Dr. Orivaldo Tenório de Vasconcelos, o centro desenvolve diversas pesquisas que norteiam todos os eventos de Os Independentes
As pesquisas realizadas da UNESP de Jaboticabal - e são submetidas a entidades nacionais e internacionais como o Colorado University, dos Estado Unidos.
ECOA de sede nova
Um dos principais investimentos da associação, e que será inaugurada em breve, é o novo prédio do ECOA. A entidade já investiu mais de R$ 1,5 milhão tanto em pesquisa quanto na infraestrutura da sede do centro - que prevê em sua planta um laboratório, salas climatizadas e auditório para os pesquisadores do projeto. Avaliada em R$ 230 mil, a sede é uma parceria entre Frigorífico Minerva e Os Independentes.
Diane Ablonczy,
Ministra das Relações Exteriores do Canadá
Ministra do Canadá conhece pesquisa realizada pelo ECOA
Durante uma visita à cidade de Calgary, no Canadá, o Prof. Dr. Orivaldo Tenório de Vasconcelos apresentou os estudos realizados pelo ECOA para diversas autoridades canadenses, incluindo a ministra das Relações Exteriores, Diane Ablonczy. Impressionada com a pesquisa desenvolvida em Barretos, a Ministra sugeriu uma parceria para que a Associação e o Canadá trocassem informações sobre o país, que também possui estudos na área e sedia o maior rodeio do mundo, o Calgary Stampede.
Rodeio dentro da Lei
Os Independentes organiza eventos e competições de rodeio há quase 60 anos. A entidade, inclusive, foi uma notória batalhadora para que a atividade fosse regulamentada e fiscalizada por lei em todo território nacional.
O rodeio no Brail é uma atividade esportiva reconhecida pela Lei Federal 10.519 de 2002. Já o competidor de rodeio é reconhecido como atleta profissional pela Lei 10.220 de 2001.
Além disso, em Barretos também são seguidas rigorosamente a Lei Estadual 10.359 e a Lei Municipal 135/2010.
Alguns mitos ainda prevalecem na cultura brasileira quanto ao tratamento concebido aos animais que participam das provas de rodeio. Com menos glamour do que outros esportes que envolvem animais, como o hipismo e o pólo, o rodeio muitas vezes é vítima da desinformação e de equivocos, denegrindo sua imagem. Abaixo algumas informações sobro o rodeio de Barretos.
O Sedém machuca os animais?
Não. Há mais de 15 anos este equipamento foi pesquisado por um grupo de profissionais ligados a UNESP e FUNESP - Fundação de Apoio a Pesquisa - e o resultado, publicado na revista de Educação Continuada, do Conselho de Medicina Veterinária do Estado de São paulo, demonstrou que o sedém não provoca dor ou maus tratos. Esses resultados são corroborados pelos resultados obtidos também pelo professor Dr. Henry Birguel Jr. da USP.
O Sedém fere o couro e aperta os testículos dos animais?
Não. Em cavalos, o Sedém deve ser de lã ou neoprene revestido, já o utilizado em touro é de algodão com uma consistência macia. As regras do rodeio de Barretos não permitem quaisquer objetos não descritos em lei. O Sedém nunca é apertado o suficiente para causar lesão ou dor. Colocado ao redor da área abdominal, ele é um "sinal" para o animal que "é hora de pular" e não toca as genitais. Inclusive, muitos dos animais com melhor performance são éguas.
Os animais de rodeio são tratados cruelmente?
Não. Estes animais são tratados como verdadeiros atletas, com dieta balanceada, treinamento para fortalecimento dos músculos e acompanhamento veterinário constante. Para o proprietário é importante que este animal esteja bem de saúde, caso contrário ele não participa das competições. Além disso, animais competidores são aposentados por hábito de seus proprietários. Exemplo disso é o cavalo Panther, da Cia. Vale da Piedade, que após participar do Desafio do Bem em prol do Hospital do Câncer de Barretos em 2011, se aposentou aos 20 anos de idade.
A incidência de lesões para os animais de rodeio é excepcionalmente alta?
Pelo contrário. A taxa de lesões em animais no rodeio é extremamente baixa, menos de cinco centésimos de um por cento. Os resultados são baseados em uma pesquisa recente do PRCA - maior associação de rodeio do mundo - envolvendo 75.472 participações de animais, 194 apresentações de rodeios de 78 slacks (qualifying). No rodeio de Barretos, nos últimos 25 anos, o índice de óbitos é de 0.0004%, em mais de setenta mil provas realizadas.
As esporas machucam os animais?
Não. A pele desses animais é de cinco a sete vezes mais espessa do que a pele humana. Outra questão é a de que em Barretos, as esporas permitidas seguem as especificações da Lei Federal, cujas pontas são arredondadas. Os competidores que violam essa regra recebem multa, suspensão e/ou desqualificação. Para eliminar qualquer chance de violação da regra por algum competidor a FUNEP/UNESP - campus Jaboticabal - está desenvolvendo uma espora de borracha.
Os animais do rodeio de Barretos são forçados a pular através do uso de choque elétrico?
Isso seria impossível já que é sabido cientificamente que o choque elétrico provoca rigidez muscular paralisando, portanto, a musculatura do animal, dificultando sua movimentação, impedindo seu impulso para o salto. O leigo, na verdade, confude o choque elétrico como estímulo elétrico. O choque elétrico é constituido por voltagem somada a amperagem formando assim corrente contínua enquanto o estímulo elétrico contém apenas amperagem não formando corrente contínua. Na prática, podemos correlacionar esse condutor elétrico com o chamado "tenys" utilizado em fisioterapia humana e que está sendo objeto de estudo por Os Independentes. Devido a excelente estrutura dos currais e bretes da arena de rodeio e pastagens do Parque do Peão (2 milhões de metros quadrados), os animais normalmente são conduzidos com tranquilidade para as provas.
Existe fiscalização no rodeio de Barretos?
Verdade. Barretos conta com cinco veterinários que atuam no Parque do Peão durante o evento. Além disso, estes profissionais são acompanhados por dezenas de estagiários provenientes de cursos de veterinária de todo o país. O evento também é inspecinado pela Secretaria da Agricultura e Controle de Zoonose. Durante as provas, os fiscais de brete atuam para garantir a regularidade no uso de equipamento do competidos e dos animais.
O rodeio de Barretos esconde as ações de maus tratos?
Mentira. Como prova da trasnparência no trato com os animais no evento de Barretos, anualmente, Os Independentes convida diversas Associações Protetoras de Animais, via cartório de registros e através da imprensa, para acompanhamento de todo o manejo das provas realizadas.
Diversos especialistas já acompanharam os procedimentos realizados em Barretos e nos laudos documentados oficialmente, e endereçados ao Ministério Público e Poder Judiciário consta o que segue:
Laudo Pericial - Dr. Paulo Gustavo Borges Campos - Médico Veterinário - Proc. 2576/2006 - 2ª Vara Cível de Barretos, página 587
"Analisando os fatos presenciados na festa do peão junto com minha vivência de campo, utilizando-me da avaliação visual acredito que o sedém não provoca dor"
Laudo Pericial - Prof. Dr. Stélio Pacca Loureiro Luna - Médico Veterinário e professor da Unesp/Botucatu - Proc. 2576/2006 - 2ª Vara Cível de Barretos, página 580
Conteúdo descrito pelos perítos presentes Dr. Paulo Gustavo Borges Campos e Prof. Stélio P. L. Luna: "na presença APENAS do sedém o animal não salta".
Palavras do Prof. Dr, Eduardo Harry Birguel Jr. da Faculdade de Medicina Veterinária da USP - Professor de Clinica de Grandes Animais, Processo 943/97 - Americana
"Contra a hipótese de dor pesa o fato dos bovinos não terem demonstrado dor com a aplicação do sedém e dos equinos terem pulado e corcoveado em condições nas quais posso assegurar que a dor não existia (uso do sedém de espuma)..."
Palavras do Prof. Bernard Rollin Ph.D da Colorado University-USA e do Prof. Ed Pajor Ph.D da Calgary University-Canadá, especialistas em Bem Estar Animal, em comunicação com o pessoal por ocasião de solicitação de esclarecimentos por parte do Sr. Cansul Paul Brunet e da Srª Ministra do Exterior do Canadá Srª Diane Ablanczy: "the flank strep has no relation whith pain" (o sedém não tem relação com dor).
Um importante debate da sustentabilidade
Em 2011 Barretos sediou o Fórum Internacional de Economia Verda, FIEV - Estratégias para o Agronegócio, evento pioneiro que reuniu estudiosos, economistas, empresários, políticos e ambientalistas, entre outras personalidades, nacionais e internacionais, para apresentar o que há de mais atual em sustentabilidade e sua relação com o agronegócio.
O evento, organizado pela associação Os Independentes, teve em Barretos como sede tanto pela localização da cidade - importante pólo de desenvolvimento do agronegócio - quanto pela sua tradição agropecuária.
Com grandes nomes engajados em projetos sustentáveis o FiEV contou com um time de peso e as últimas tendências e inovações do segmento, entre eles Ricardo Young, empresário membro do conselho deliberativo do Instituto ETHOS, João Almeida Sampaio, pecuarista e ex-secretário estadual da agricultura do Estado de São Paulo, e Jacques Secondi, jornalista francês do Le Nouvel Economiste, especialista em tendências socioeconîmicas e políticas no âmbito de desenvolvimento sustentável.
"Nós medimos o crescimento do país em apenas com base no PIB (Produto Interno Bruto), mas a economia precisa ser pensada avaliando-se as consequências para a sociedade e para o meio ambiente", Ricardo Young.
"Os consumidores atuais não estão dispostos a renuncias ou limitar-se somente por princípio. No entanto, eles estão prontos para se engajar em torno de um projeto coletivo, que irá proporcionar um futuro suficientemente encantador e agradável para seus filhos e netos", Jornalista francês - Jacques Secondi.
"Como produtores rurais, o que queremos? É possivel produzir mais, com maior rentabilidade e sem desmatar? É possivel, dese que haja investimento em pesquisa, ciência e inovação", João Sampaio, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo.
Pavilhão de Hipoterapia
Toda a renda obtida com as inscrições no FIEV foi revertida para a construção do Pavilhão de Hipoterapia, no Parque do Peão, o primeiro da região. A hipoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem transdisciplinas nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência.
O projeto do pavilhão, desenvolvido pela LCE Architects e apresentado durante a palestra de Nick Lomax, segue os preceitos da arquitetura sustentável e é caracterizado como um projeto "carbono zero". "Teremos um projeto inteligente e racional que valoriza o aproveitamente da luz e ventilção natural, captação das águas da chuva para reuso e fornecimento de energia renovável por mieo de turbinas eólicas, entre outras ações", explicou o arquiteto inglês.
"Não podemos pensar na educação ambiental como um mero instrumento de transmissão e aquisição de saberes, mas como uma educação formadora e de transformção", Aparecida Magali de Souza Alvarez, da USP.
"O conceito de arquitetura sustentável já é aplicado no Reino Unido há 20 anos. No início, já era uma prática restrita a uma minoria, mas nos últimos anos, o interesse cresceu substacialmente", Nick Lomax, diretor sócio fundador da empresa inglesa multidisciplinar de arquitetura LCE Architects, um dos escritórios mais premiados em sustentabilidades no mundo.
Sustentabilidade na prática
O 1º FIEV recebeu o selo ecológico "Programa Certificado", emitido pelo Instituto Falção Bauer de Qualidade. O Selo foi criado com o objetivo de certificar o desempenho ambiental do evento que é projetado, implantando e operado de modo sustentável.
Instituto ICDH Cerbel e Feira do Meio Ambiente
Um show de reciclagem
A Festa do Peão de Barretos de 2011 bateu recorde de reciclagem, recolhendo mais de 20 toneladas de material descartado durante o evento. O sucesso desta ação foi graças ao intenso trabalho realizado pelo Universo Bem Me Quer, em parceria com Os Independentes e a Prefeitura do Município de Barretos. Foram mais de 20 toneladas de lixo reciclável, entre eles, latinhas de alumínio, papelão, plástico, pet, PVC e embalagens tetra Pack. A ação registrou um crescimento de 37.9% em relação ao ano passado, um número considerável quando se trata de coleta de resíduos.
Este ano, o trabalho contou com cerca de 150 catadores - denominador agentes ambientais.
Meio ambiente levado à sério
Além de bater recorde em reciclagem, a maior Festa do Peão da América Latina também ampliou suas ações voltadas para a questão ambiental. Este ano, Os Independentes, em outras parceria com o Projeto Bem Me Quer, do Instituto ICDH, e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, implantou uma gestão de resíduos para formalizar a logística do lixo gerado no evento.
Com o apoio da especialista em Educação Ambiental, Marisa Murta, o lucro do resíduo produzido foi revertido para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para patrocinar campanhas e ações de preservação ambiental, contribuiu com o projeto Bem Me Quer, responsável pelos agentes ambientais que fazem a coleta do material reciclável do Parque e ainda foi encaminhado para um fundo de construção do pavilhão de hipoterapia, que será construído dentro do Parque do Peão, próximo à pousada das comitivas.
Projetos de sustentabilidade são exemplos em todo o país
Dois projetos realizados no Parque do Peão, voltados para a conscientização ambiental, viajaram Brasil a fora e foram modelos para outras cidades e universidades do país em 2011.
A Casa Ecológica - construção sustentável desenvolvida em conjunto com o UNIFEB - foi tema de conclusão de curso dos alunos de engenharia civil da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo. Depois de uma pesquisa em diversas construções similares, os estudantes chegaram a conclusão que o projeto realizado no Parque do Peão era o mais completo.
Outra importante ação, ligado ao mesmo tema, e que teve uma grande repercussão, foi o 1° Encontro do Meio Ambiente do Norte Paulista (EMANP) - projeto que transformou o Parque do Peão em um cenário de grandes debates voltados para as questões ambientais. Além de contar com a participação de mais de 20 mil pessoas, o evento teve palestras, mini cursos, apresentações de projetos de educação ambiental, exposição de materiais, equipamentos e atrações culturais. A ação deu tão certo que o projeto será realizado no mesmo formato em outras cidades brasileiras.











