Newsletter

Seja o primeiro a receber novidades da Festa do Peão de Barretos

Violeira Rose Abrão

BAIXE O REGULAMENTO



Violeira Rose Abrão
O festival Violeira Rose Abrão completou em 2015, 32 anos. Trata-se do mais antigo e importante festival de música raiz que se tem notícia.

Ela é conhecida em todo Brasil por manter em sua essência a tradição e a cultura sertaneja, além de revelar novos talentos da música raiz. Entre os importantes nomes que já passaram pelo festival estão: Rionegro & Solimões, Zé Henrique & Gabriel, Durval & Davi, Zé do Cedro & João do Pinho, Gedeão da Viola, Edmauro e Edivaldo (Violeiros da Amazônia), Itamaracá, entre outros.

Todas as canções inscritas na Violeira devem ser inéditas e por isso são avaliadas pela Comissão Organizadora que julga também a qualidade e a originalidade das composições. No concurso é obrigatória a apresentação com uma viola de 10 cordas, para manter a tradição e as raízes da genuína música sertaneja.

Como tema, grande parte das canções falam Festa do Peão de Boiadeiro, seu estilo de vida, suas vestimentas e costumes estradeiros. Embora o tema seja livre, as canções buscam a cada nova edição, manter suas bases, com palavras e vocabulários usados tão somente entre pessoas que vivem a verdadeira música raiz.

Violeira Rose Abrão
Histórico da Violeira

A "Violeira" inicialmente era realizada nos bairros da cidade de Barretos, reunindo violeiros de todos os cantos. A partir do ano de 1993, a "Violeira" passou a levar o nome de "Rose Abrão", perpetuando assim como patrono de um dos principais festivais do país, um dos maiores amigos dos violeiros de todas as regiões do Brasil.

Violeira Rose Abrão
Gaze Abrão, seu verdadeiro nome, comerciante de cereais e amante da música raiz, nasceu no dia 30 de março de 1.936, no Ibitú, distrito de Barretos. Foi casado com Dona Elza por 34 anos e sempre morou na Avenida 47, 1.126, esquina da Rua 28, quando no ano de 1.984 mudou-se para a Rua 30, 118, esquina da Avenida 47, onde existe até hoje o famoso "Sobrado da Alegria", quartel general dos violeiros, segundo o compositor João Pacífico, jurado de honra da "Violeira", no livro de assinaturas dos violeiros que por lá passaram.

O "Sobrado da Alegria" foi palco de muitas amizades, encontros musicais, letras e músicas que fluíam a todo instante como as notas em uma partitura. Era inevitável ponto de pouso dos admiradores da boa música raiz. Por lá passaram os maiores nomes da música raiz nacional; Tião Carreiro e Pardinho, Almir Sater, Antonio Borba, Pena Branca e Xavantinho, Suzamar, Ronaldo Viola e João Carvalho, César e Paulinho, Mocóca e Paraíso, Carreirinho, Amarai, Dino Franco e Morai, Sula Mazurega, Dalvan, Adalto Santos, João Pacífico e tantos outros.


Violeira Rose Abrão
Chamado de "padrinho dos violeiros", apelido dado por Tião Carreiro, "tio Rose" faleceu no dia 29 de janeiro de 1.993. A primeira e segunda "Violeira" foram coordenadas pelo saudoso Alaor de Ávila, e da terceira até os dias de hoje, o festival é coordenado por Wilson Garcia (Bezerrão).
Através dos Tempos

Inezita Barroso (Marvada Pinga), Almir Sater (Chalana), Renato Teixeira (Romaria), Rolando Boldrin (Vide Vida Marvada), Cascatinha e Inhana (Índia), Belmonte e Amaraí (Entre Lágrimas), Luizinho e Limeira (Menino da Porteira), Tião Carreiro e Pardinho (Pagode em Brasília), João Pacífico (Cabocla Tereza), Lourival dos Santos (Saudade de Minha Terra), Pena Branca e Xavantinho (Cio da Terra). Esses nomes mostram até hoje o valor, a importância da música raiz no contexto musical brasileiro dentro dos tempos e é isso que a "Violeira" vem preservando nesses vinte e sete anos de edição.

Músicas que participaram da Violeira e foram gravadas:

    - Puro Sangue: Hélio Soares - (Solito/Soares)
    - Aconchego da Saudade: Domiciano / Rio Negro - (Rio Negro e Solimões)
    - 25 de Agosto: José Luiz da Silva - (Chico Junqueira)
    - Estrada Morada de Peão: Jorge L. Abrão / Sérgio dos Reis - (N. Branca / Céu Azul)
    - Tributo a Zé Feição: Ademar B. dos Santos - (Itamaracá / Yone Rodrigues)
    - Peão Caminhoneiro: Ademar B. dos Santos - (Itamaracá / Yone Rodrigues)
    - Cavalo Mecânico: Ademar B. dso Santos - (Itamaracá / Zé Nilton)
    - Peão: Domiciano / Rio Negro - (Cristian / Ralf)
    - Poeira da Saudade: Domiciano - (Cassio / Cacildo)
    - A Viola e a Saudade: Goiano - (Goiano / Paranaense)
    - Ermo de Mundo: Atayde Gil - (Nardo / Nardinho)
    - Cidade do Pecuarista: Mário Oliveira - (Netinho Scavaccini)
    - Ponte de Safena: José C. Rodrigues - (Gedeão da Viola / Sidney)
    - Desabafo Sertanejo: Sebastião L. F. de Camargo / Milton Ap. Marquetti (Wilson/Mineirinho)
    - A Última Boiada: Aguinaldo N. de Lima - (Solito/João da Serra/Clemente)
    - Viola e Saudade: Atayde Gil/Campos Sales - (Sales/Suleiman/Santarelli)
    - Mudou Pra Melhor: Alceu Bigatto - (Irmãos Moreno)
    - Rodeio Sem Fronteiras: Edmauro José de Lima - (Violeiros da Amazônia)
    - A Volta do Menino da Porteira: Joaquim Luiz de Oliveira - (Cidão Carreiro/Joãozinho)
    - A Grande Festa: José Claudio de Souza - (Claudio e Claudinho)
    - Pouso de Boiadeiro: Devair Pena da Silva - (Zé Norato/Jamair)
    - Recordando Barretos: Aparecido de Souza - (Carlos Souza/Carreteiro)
    - A Coisa Está Esquisita: Cássio / Domiciano - (Cássio e Cacildo)
    - O Ultimo Troféu: (Ivo de Souza e Janguinho)
Glossário

    - 1ª Voz: agúda e básica
    - 2ª Voz: grave, duetando com a 1ª voz (enfeitando)
    - Dupla: combinação de harmonia das duas vozes
    - Pagode: ritmo de samba sertanejo criado por Tião Carreiro
    - Violão: instrumento de 6 cordas presente em todos gêneros musicais
    - Viola: instrumento de 10 cordas usado basicamente na música raiz
    - Rasqueado: ritmo originário da música paraguaia
    - Música Sertaneja: música tradicional caipira, hoje modernizada pelas duplas com produções mirabolantes, ferindo muitas vezes nossas tradições.
CAMPEÕES DA VIOLEIRA ROSE ABRÃO
Ano
Nome
Nome da Música
Cidade
1984
Solito e Soares
Puro Sangue
Barretos/SP
1985
Iovano e Carlinhos
Distinta Homenagem
Barretos/SP
1986
Rio Negro e Solimões
Aconchego da Saudade
Franca/SP
1987
Cássio e Cacildo
Saudade de Um Boiadeiro
Capitinga/MG
1988
Ivo de Souza e Janguinho
Desabafo Do Peão
C. Grande/MS
1989
Florai e Sidnei
Horizonte Da Vida
Barretos/SP
1990
Michel e Mileno
Agenda Do Tempo
Colina/SP
1991
Itamaracá e Ione Rodr.
Tributo a Zé Feição
Goiania/GO
1992
Solito E Sidnei
Cavalo Mecanico
Barretos/SP
1993
Itamaracá e Itamarati
O Dia Que A Terra Tremeu
Goiania/GO
1994
Solito e Sidnei
Coisas Nossas
Barretos/SP
1995
Ari E Vasconcelos
Paixão Nacional
Goiania/GO
1996
Gedeão da Viola e Sidnei
Mala E Lembranças
Barretos/SP
1997
Gedeão da Viola e Sidnei
Ponte de Safena
Barretos/SP
1998
Gedeão da Viola e Fabiano
Amiga Inseparável
Barretos/SP
1999
Cassio E Cacildo
A Coisa Está Esquisita
Barretos/SP
2000
Ivo De Souza E Janguinho
Último Troféu
Campo Grande/MS
2001
Gedeão da Viola e Sidnei
Peão Centenário
Barretos/SP
2002
Juliana Andrade e Jucimara
Invernada da Decordação
Taboão da Serra/SP
2003
Aurélio Miranda/ Adriano e Daniel
Barretos Tradição e Progresso
Campo Grande/MS
2004
Suleiman e Marcos Canela
Flor Goiana
Barretos/SP
2005
Salles e Guilherme
Saudades do Mestre Violeiro
Barretos/SP
2006
Salles e Guilherme
Retrato Falado
Barretos/SP
2007
Itamaracá e Marciel
Despedida de Poeta
Goiânia/GO
2008
Salles & Guilherme
Malhas do Fico
Barretos/SP
Eduardo & Rafael
Tributo Caipira
Campinas/SP
2009
Gabriel Dias & Rodrigo
Traia Surrada
São Carlos/SP
2010
Salles & Guilherme
Cinzas de Pensamento
Barretos/SP
2011
Salles & Guilherme
Rancho de Taípa
Barretos/SP
2012
Célio & Nando
Ventre de Deus
Jaú/SP
2013
Célio & Nando
Parecia que eu estava lá
Jaú/SP
2014
Salles & Guilherme
Segredos do Cerrado
Barretos/SP
2015
João Viola & Juliano
Muro Branco
Buritama/SP