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17/07/2015
Concurso Queima do Alho mantém a tradição da gastronomia boiadeira na Festa do Peão de Barretos (André Monteiro )
Não pode gourmetizar! Não pode inovar! Uma das peculiaridades – e por isso boa parte de seu sucesso – do Concurso da Queima do Alho da Festa do Peão de Barretos (20 a 30 de agosto) é que os pratos elaborados precisam ser fieis ao estilo, sabor e tradição das comitivas de peões boiadeiros que viajavam pelo Brasil no século passado levando boiadas e desbravando o país. Neste ano, o evento completa 60 anos, assim como o Concurso que é o mais antigo desta comida típica.
A competição acontece entre comitivas – que representam os antigos grupos de tropeiros e peões que viajavam das fazendas criadoras de gado até os frigoríficos e que foram responsáveis pelo desenvolvimento de várias regiões do Brasil, incluindo a região de Barretos – composta somente por homens.
Entre os quesitos de julgamento do concurso está a preservação da receita e o modo de preparo das refeições desta época em que os grupos dormiam nas estradas até chegar a seus destinos. As tralhas carregam objetos simples, mas necessários para alimentar todos: panelas, alguns talheres, pratos, chapa, tudo organizado dentro das “bruacas”, uma espécie de mala feita de couro, carregada pelos burros cargueiros e que levavam também os mantimentos.
No cardápio da Queima do Alho estão: arroz carreteiro (arroz, carne seca, pimenta, cebola, alho e sal), feijão tropeiro (feijão, bacon, linguiça de porco, torresmo de panceta, carne seca frita, farinha de mandioca, cheiro verde, alho, cebola e sal), paçoca de carne (charque, farinha de mandioca e farinha e milho) e carne de churrasco (temperada somente com alho e sal). A comida é feita no chamado fogo de chão, um fogão improvisado, bem rente ao chão e aquecido à lenha, um cozimento lento que permite que os ingredientes agreguem sabores uns aos outros, deixando os pratos com um gostinho incomparável.
Vence a comitiva que, além de produzir a refeição mais saborosa, tiver mais utensílios característicos da época e que garantem a manutenção da cultura tropeira.
João Paulo Martins, coordenador do concurso, declara que a Queima do Alho faz parte da história do Brasil e também de Barretos. “Nossa cidade cresceu no entorno de dois grandes frigoríficos, por isso nossa cultura está tão ligada à cultura sertaneja. Provar esta refeição, feita com tanta riqueza de detalhes culturais, é como experimentar um pedaço da nossa história”, relata. Os pratos são avaliados por um grupo de jurados que, segundo Sr. João Paulo, são altamente habilitados para este fim.
Este ano o Concurso acontecerá dia 29. Nas outras datas a Queima do Alho está à venda para os turistas no Rancho Ponto de Pouso: dias 22, 23 e 30, no almoço e 21,22,23,28 e 29 no jantar.
A responsabilidade social, com ações que impactam direta e positivamente a sociedade, está prevista no estatuto da Associação Os Independentes e presente em diversos projetos que ganham ainda mais espaço e oportunidades durante a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.
Entre elas, está a parceria com o Hospital de Amor, que há mais de 30 anos desenvolve atividades para arrecadar fundos para a manutenção da instituição, conhecida internacionalmente pela qualidade de atendimento a pacientes de todo País gratuitamente.