O sonho de se tornar cardiologia moveu adolescente ao universo da música
Ele ainda precisa da ajuda do pai para carregar o instrumento que pesa pouco mais de sete quilos. Os braços quase não dão conta de abraçar a gaita, sua companheira inseparável desde que tinha sete anos. O jeito tímido, logo é substituído pelo sorriso aberto ao ouvir as primeiras notas ganharem vida através dos pequenos dedos que se esforçam para continuar no ritmo.
Entre uma música e outra, o adolescente Willian Eduardo Eninger, 12 anos, explica os motivos de tanta dedicação ao instrumento. “Meu sonho é ser cardiologista, mas minha família não possui condições financeiras para isto. Aprendi a tocar gaita em uma escola de música e com isso vou juntando dinheiro para a universidade”, explicou o garoto.
Este sonho também fez com que o pequeno Dudu virasse uma espécie de mini celebridade. O menino já se apresentou em várias emissoras e nas principais festas do país. Os prêmios pelo talento também são frequentes. “Em um ano ele ganhou 27 troféus”, contou Paulo Eninger, pai de Dudu.
Participando pelo segundo ano da Festa do Peão de Barretos, Dudu já tem o planejamento definido para quando se tornar um cardiologista. “É simples, eu fico no consultório de segunda à quinta-feira e no final de semana vou tocar. A festa é espetacular”, disse.